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"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."

Perto do Coração Selvagem
(Clarice Lispector)


Dois desconhecidos, escondidos em suas personagens. Não somos pessoas, nem inteiros, somos projeções mutantes do outro... de dezenas, centenas, talvez milhares de outros. Contudo, é como se fôssemos sólidos e permanentes. Hum! Até parece que dou ouvidos a mim mesma sempre. Metade de mim é razão, a outra emoção. Agarrei-me desesperadamente àquela personificação de uma existência sem nome... Ele veio e trouxe junto algo que mudou tudo dentro de mim.

O que nos convergiu até este ponto? Destino? Sorte? Acaso? A vida é mesmo um completo acaso. Chamamos de sorte aquilo que deu certo. E azar o que deu errado. E, embora se tente, não se pode explicar com fidelidade o inexplicável. Alguns segundos a mais de hesitação... e nada disso teria acontecido.  O que estou fazendo? Não me reconheço. É como se eu estivesse diante de um estranho espelho, no qual não me vejo distorcida, vejo a outra parte de mim que eu (ainda) não conhecia.

Um desespero silencioso e desconhecido... Talvez seja o que nos leve a agir de forma impensada, imprevista. Meu bom senso diz que devo parar, mas avanço. Tenho tido pouco do que me faz sentir muito. Hoje eu descobri. Preciso de mais disso que só senti aqui... Só senti com ele. Eu não sei o que procurava, mas hoje sei que encontrei algo que se torna grandioso diante da minha pequena e frágil humanidade. Ainda não tenho um nome, mas já tenho uma letra e essa já é uma grande descoberta... Que o sossego não padeça por causa do ímpeto. 

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